
Vivaldi: o navegador que deixa personalizar (quaaase) tudo#
💡 Resumo rápido: O Vivaldi é um navegador baseado em Chromium com opções de personalização muito acima da média — temas agendados, abas verticais, bloqueio nativo de anúncios e menus completamente editáveis, entre muitas outras funcionalidades.
Quem usa Linux sabe bem o que é ter liberdade total para personalizar o ambiente de trabalho. Tema, ícones, posição dos painéis — tudo se ajusta ao gosto de cada um. O problema é que, ao abrir o navegador, essa liberdade costuma acabar: a maioria dos browsers oferece, no máximo, um papel de parede na página inicial.
O Vivaldi existe precisamente para resolver isso. É um navegador que leva a sério a ideia de que o utilizador deve poder controlar a própria ferramenta. Disponível para Windows e Linux (.deb, .rpm e versão ARM), Windows e macOS, pode ser descarregado diretamente em vivaldi.com. Existe também uma versão Snap oficial e uma versão Flatpak não oficial — esta última não é mantida pela equipa do Vivaldi, pelo que convém ter isso em conta.
A instalação em sistemas baseados em Debian (Ubuntu, Linux Mint, Zorin OS) faz-se pelo pacote .deb, da mesma forma que qualquer outro programa. Ao abrir pela primeira vez, o assistente de configuração guia o utilizador pelas opções essenciais: importar dados de outros browsers, definir preferências de privacidade e escolher o layout da interface.
Pontos-chave#
- Layouts de interface flexíveis: abas clássicas, verticais (esquerda ou direita), horizontais em baixo ou modo auto-hide — cada utilizador escolhe o que prefere.
- Bloqueio nativo de rastreadores e anúncios: sem necessidade de extensões de terceiros; configurável logo no assistente inicial.
- Sistema de temas avançado: inclui temas da comunidade, criação de temas personalizados (cores, imagens de fundo, ícones) e agendamento automático — é possível ter temas diferentes a horas diferentes do dia, ou alternar automaticamente entre tema claro e escuro.
- Menus editáveis: é possível remover, reordenar ou restaurar opções dos menus do browser — algo que nenhum outro navegador mainstream oferece.
- Painéis laterais configuráveis: favoritos, downloads, histórico, notas, tradutor, leitor de leitura e até sites externos (fóruns, redes sociais, YouTube) acessíveis diretamente da barra lateral.
- Conta Vivaldi opcional: permite sincronizar senhas, extensões e favoritos entre dispositivos, além de acesso ao Vivaldi Social (servidor Mastodon) e ao Proton VPN.
- Ferramentas integradas opcionais: cliente de e-mail, calendário e leitor de RSS/feeds de notícias, tudo dentro do próprio browser.
- Versão 8.0: a atualização mais recente trouxe melhorias significativas precisamente na área de aparência e personalização.
A minha opinião#
Depois de três décadas a trabalhar com sistemas Linux, aprendi a valorizar as ferramentas que respeitam a inteligência do utilizador — aquelas que dão opções em vez de as esconder. O Vivaldi encaixa-se bem nessa filosofia. É o tipo de browser que agrada a quem usa KDE Plasma e gosta de ter controlo total sobre o ambiente: se já ajustou cada detalhe do seu desktop, faz todo o sentido ter um navegador com a mesma profundidade de personalização.
Dito isto, esta liberdade tem um preço em curva de aprendizagem. As configurações são muitas e pode ser avassalador percorrer tudo ao início. A minha sugestão é ir por partes: na primeira vez, passe pelas opções de aparência e defina o layout que mais lhe convém; depois, explore as restantes funcionalidades ao ritmo que preferir. Para quem vem de um Chrome ou Firefox minimalista, o Vivaldi pode parecer excessivo — mas quem lhe der uma oportunidade dificilmente volta atrás.
Aliás, é o meu navegador pré-definido!!! 🤩💡🐭

